
As relações humanas têm sempre finais felizes, porque todo o conceito é muito subjectivo.
Será que não andamos todos perdidos, não procuramos todos algo que nos desafie para que o nosso final seja feliz? Happy Endings coloca variadas questões que acaba por deixar à nossa responsabilidade responder. Apresenta-nos várias histórias aparentemente sem qualquer relação relevante mas, à medida que o filme se desenrola, vamos percebendo que não só existem relações fortes entre todos os personagens como também vão ser fundamentais para se descobrirem a eles mesmos.
O género filme-mosaico adequa-se na perfeição à forma como a história se desenvolve e o humor que constantemente pulvilha o filme dá-lhe um toque especial. O argumento seguro e com diálogos memoráveis também ajudam a tornar este filme acima da média. Mas, o que mais se destaca são mesmo os actores. Lisa Kudrow (versão morena) livra-se brilhantemente da Phoebe de Friends e entrega-se totalmente ao personagem. Visivelmente à vontade na vertente cómica surpreende na sua capacidade de nos tocar nos momentos mais dramáticos. Steve Coogan (de quem eu fiquei fã depois de ver 24 Hour Party People) está irrepreensível. Superior, só mesmo Maggie Gyllenhaal. A irmã mais velha de Jake tem a mesma dose de talento, com uma vantagem, é mulher e linda por sinal. A sua doçura conquista-nos em todas as cenas e desvia as atenções na sua direcção. Maravilhosa.
Mais uma vez o cinema alternativo americano a mostrar que não está morto, pelo contrário, está de muito boa saúde.   A minha classificação é de: 7/10Etiquetas: Criticas |
Vou ver hoje... depois digo te se realmnete gostei, mas o teu comentário desperta bastante interesse pelo filme, mais do que as sinopses que tenho lido.